quarta-feira, 10 de junho de 2015

Resenha - A essência do mal

Oi amigos!
Como vão vocês?

Aceitei escrever baboseiras resenhas para o blog quando a Mari me falou da idéia dela de trazer para o Cantinho resenhas de livros com temática um pouco diferente do que ela leria, justamente para dar uma visão diferente ao blog. Aceitei o desafio.

Por isso trago hoje um livro que dificilmente faria parte da lista de livros da Mari, mas que tem um estilo que me agrada bastante.

Tem algum leitor dessa minha coluna de resenhas às quartas-feiras que goste de 007? Porque o livro de hoje é de James Bond, o espião britânico do MI-6.

O que diz a orelha do livro:

 "Um romancista do calibre de Faulks ter aceitado a tarefa de assumir a identidade de Fleming é uma homenagem apropriada a uma dos maiores escritores britânicos de suspense." Bem Macintyre, The Times
Escrito para celebrar o centenário do nascimento de Ian Fleming, A essência do mal é uma primorosa continuação do legado de James Bond - um novo e eletrizante capítulo da vida do espião mais emblemático da literatura e do cinema.
Ao retornar do ponto em que Fleming parou, Sebastian Faulks leva Bond de volta ao auge da Guerra Fria, em uma história de ritmo e tensão imbatíveis. A essência do mal não apenas capta a essência dos romances de Fleming, como mostra Bond enfrentando perigos de grande relevância para os dias de hoje.
- Entre, 007 - disse M. - É bom ter você de volta.

O que eu achei:

Eu mesmo sou fã desde pequeno dos romances e dos filmes de James Bond, ao ponto de admitir que já assisti aos 23 filmes oficiais existentes até hoje e que tenho a coleção completa em blu-ray. Em 6 de novembro de 2015, será lançado o vigésimo quarto filme do 007, que se chamará Spectre. Mas o filme que eu mais aprecio é o "007 contra GoldenEye", de 1995. Sim, já faz 20 anos que foi lançado, e como foi o primeiro filme do 007 que eu vi, quando tinha 9 anos de idade. é o que me marcou.

Pierce Brosnan, o 5º ator a dar vida ao agente 007, posando para foto promocional do filme "007 contra GoldenEye" há 20 anos atrás, em 1995.
 Há bastante tempo, quando era adolescente eu li um livro do James Bond, mas que foi escrito pelo próprio criador do agente secreto, Ian Fleming. Foi o livro "Moscou contra 007", que foi transformando em filme na década de 1960. E nesse outro livro também tinham as mesmas características, não fugindo em nada da "receita" para se fazer um romance de James Bond que agrade àqueles que são fãs.

Por falar em receita, "A essência do mal" é mais um livro que segue à risca a linha do 007, afinal de contas, ele possui todos os elementos que contém em todos os livros e filmes da série: em primeiro lugar, um bandido sádico e psicótico que sonha em destruir a Grã Bretanha, um ajudante do vilão com alguma deficiência física,  uma bond-girl gostosa que ajuda 007 nos empenhos de sua missão, "Q" fornecendo seus brinquedinhos e carros, o chefe "M" com todo o formalismo natural dele, e é claro, James Bond enfrentando o perigo escapando da morte por diversas vezes.

E nem podia ser diferente.

Se Sebastian Faulks foi contratado para escrever um livro no ano do centenário de Ian Fleming, fica claro que inovar não estaria dentro dos planos. Por isso o livro é tão fiel dos padrões originais. E também achei estranho vir escrito na capa do livro que o autor assina como Ian Fleming. Mesmo que você copie o outro, nunca o será. Ian Fleming morreu, mas deixou um legado bem original. O mais correto seria fazer alguma adaptação com cada estilo de escritor e não querer conquistar o leitor com a idéia de que o autor assina como o outro.

Nesse livro, James Bond volta das suas merecidas férias quando se depara com um novo caso. Um bandido chamado Julius Gorner quer acabar com a Grã Bretanha apenas usando drogas. Uma droga derivada do ópio que causa tamanha dependência química que as pessoas virariam escravas da droga, quase zumbis que vivem em função dela.

Como se nós não tivéssemos isso em todas as cidades do mundo com pessoas vivendo excluídas do mercado de trabalho e da vida graças ao vício das drogas. Tudo bem, o método de tentativa de destruição do vilão não é lá muito original, mas mesmo com isso o livro vale a pena.

O nome do livro também chamou a minha atenção. "A essência do mal" é representada pelo antagonista, o inimigo de Bond dessa vez, que é o Dr. Julius Gorner, um homem atormentado pelo passado e que agora mostra ao mundo todo o poder conquistado ao longo da vida que é endereçado a destruir a Inglaterra. Mas sinceramente: há outros vilões de 007 que assustam mais e que parecem ser bem mais a reencarnação do mal. Julius Gorner é mais do mesmo. Quero ver alguém negar que Jaws ou Ernst Blofeld são os mais assustadores e esquisitos dentro de todas as histórias de James Bond. 

Uma flor escarlate da papoula
Sobre a bond-girl, tenho que admitir que o autor fez uma jogada muito inteligente com o nome dela e com a história contada no livro. O nome da personagem é Scarlet Papava, uma parisiense que ajuda o 007 a derrotar o Dr. Gorner durante todo o livro.

E o livro trata de drogas e como o bandido quer usá-las para destruir a Inglaterra. Então a escolha de Scarlet Papava foi uma idéia bem interessante. Em primeiro lugar, Scarlet é relativo a cor vermelha, que é escarlate.

E o ópio é feito a partir de uma planta chamada papoula, cuja bonita flor é vermelha, como se pode ver na imagem acima. E sabem qual é o nome científico da papoula? É "Papaver somniferum L.". Alguém notou a semelhança com o sobrenome da moça, que é Papava? Sim, leitores, muito provavelmente a intenção do autor foi a de situar a bond girl com a flor vermelha da papoula. Seria ela uma droga com que James Bond não pode viver sem? Deixo isso para a imaginação de vocês, sabendo que o 007 é notoriamente conhecido por ser mulherengo.


O final do livro é bem previsível para um romance de James Bond, muito embora tenham algumas revelações fantásticas sobre a Scarlet Papava, mas é um livro bem agradável de se ler. Se alguém gostar de 007, me conte nos comentários!

Até a semana que vem!






Dados do livro:
Nome: A essência do mal
Autor: Sebastian Faulks
Editora: Record
Páginas: 317

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